Estava pensando sobre o conceito de realidade, e cheguei a conclusão que tal coisa não é uma constante no mundo, e que é relativa.
Digo isso pois, como podemos nós saber que aquilo que vemos é a mesma coisa que os outros vêem? Pois, não podemos, uma vez que não há comparação, tomamos tudo o que vemos como sendo verdadeiro e real, mas não percebemos que nossa realidade não é igual à dos outros, esta está sujeita à imaginação e à interpretação de cada um.
A realidade é uma questão de ponto de vista, e uma vez que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, em cada momento não há ponto de vista igual ao seu.
O que concluo é que tudo o que tomamos como real é real pois nos parece real, é complicado, mas o ponto principal é que cada um de nós em sua complexidade vê o mundo de forma diferente, e como seres egoístas que somos isso significa dizer que só vemos o que nos convêm, e criamos realidades simplesmente para não aceitar a vida insignificante que levamos.
Um blog de reflexões quando nossa mente parece mais vulnerável, e ao mesmo tempo mais eficiente
terça-feira, 21 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Escolhas
Estava refletindo sobre a fisica quantica, e refleti sobre o princípio de que cada à escolha que deixamos de fazer cria-se um novo universo.
Mas será que não é muita responsabilidade imposta a um simples humano, é difícil acreditar que temos o "poder" de criar novos universos, já é demais que cada escolha tenha talvez um peso tão grande na vida de cada um (seguindo o raciocínio do efeito borboleta), será mesmo que uma pequena escolha muda totalmente o rumo de nossa vidas?
Mas penso que se supormos que existe destino e que tudo que acontece já está determinado, somos seres sem liberdade nenhuma e que não existem escolhas em nossas vidas. Me parece então que o universo é feito de extremos.
O que quero dizer com isso é que se cada escolha é tão significante e que cada escolha destrói uma vida possível e um futuro possível devemos prestar atenção em cada situação que temos que escolher , e penso que se existe destino, para que manter-se vivo, seguindo um rumo que nós em sequer podemos mudar e que sequer determinamos?
Mas será que não é muita responsabilidade imposta a um simples humano, é difícil acreditar que temos o "poder" de criar novos universos, já é demais que cada escolha tenha talvez um peso tão grande na vida de cada um (seguindo o raciocínio do efeito borboleta), será mesmo que uma pequena escolha muda totalmente o rumo de nossa vidas?
Mas penso que se supormos que existe destino e que tudo que acontece já está determinado, somos seres sem liberdade nenhuma e que não existem escolhas em nossas vidas. Me parece então que o universo é feito de extremos.
O que quero dizer com isso é que se cada escolha é tão significante e que cada escolha destrói uma vida possível e um futuro possível devemos prestar atenção em cada situação que temos que escolher , e penso que se existe destino, para que manter-se vivo, seguindo um rumo que nós em sequer podemos mudar e que sequer determinamos?
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
O Fim
Muitos estão acreditando em um evento apocaliptico em 2012, mas será que não podemos simplesmente pensar que o mundo continuará?
Parece muito estranho que durante todos os milhares de anos de civilização, tenha-se pensado no fim do mundo, imagino que é difícil para nós aceitar que não estaremos para ver o fim de nosso planeta, assusta-nos saber que somos mortais e que nossa fraca civilização vai ruir bilhões de anos antes do fim do mundo. Ou talvez pareça-nos que a morte é nossa libertação, e porquê não libertarmo-nos todos juntos? Em um evento cinematográfico, em uma última tentativa humana de parecer-se importante e ser destruído junto com o planeta.
Mas digo que não há libertação na morte, as únicas algemas que nos impedem da verdadeira liberdade em vida são aquelas impostas pela sociedade. E porquê não dizer que a pior coisa que existe para nós humanos é a sociedade, uma tentativa rídicula de fingir que somos melhores que os animais ou que somos seres superiores?
Bem o fim não chegará tão breve, até porque, somente quando não esperarmos o fim é que ele chegará, unicamente para mostrar que a vontade humana é insignificante.
Parece muito estranho que durante todos os milhares de anos de civilização, tenha-se pensado no fim do mundo, imagino que é difícil para nós aceitar que não estaremos para ver o fim de nosso planeta, assusta-nos saber que somos mortais e que nossa fraca civilização vai ruir bilhões de anos antes do fim do mundo. Ou talvez pareça-nos que a morte é nossa libertação, e porquê não libertarmo-nos todos juntos? Em um evento cinematográfico, em uma última tentativa humana de parecer-se importante e ser destruído junto com o planeta.
Mas digo que não há libertação na morte, as únicas algemas que nos impedem da verdadeira liberdade em vida são aquelas impostas pela sociedade. E porquê não dizer que a pior coisa que existe para nós humanos é a sociedade, uma tentativa rídicula de fingir que somos melhores que os animais ou que somos seres superiores?
Bem o fim não chegará tão breve, até porque, somente quando não esperarmos o fim é que ele chegará, unicamente para mostrar que a vontade humana é insignificante.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Guerra
Estava pensando sobre a simplicidade do romantismo,o simples pensamento de que as pessoas são totalmente boas ou totalmente más. E cheguei pelo raciocínio à guerra, que embora cruel e sangrenta( nada mais do que uma simples recriação da vida), ela me parece extremamente reconfortante.
Apesar de todos os horrores que se passam na guerra, é lá onde os homens encontram a simplicidade explícita no romantismo, pois lá pode-se ter a certeza de quem são seus inimigos, e quem são seus aliados. Digo isso pois na vida, não existem inimigos, ou amigos realmente, existem pessoas. Pessoas estas que não são boas, nem más, mas agem simplesmente em prol de seus interesses e sua sobrevivência na sociedade, indivíduos tão complexos que nem mesmo J.R.R Tolkien, Fiodor Dostoievski e Dan Brown juntos poderiam recriá-los de maneira completa, sempre faltaria algo.
Pois então quero dizer que só na guerra pode-se ter todas as complexidades humanas jogadas fora para formar figuras simples, não pessoas, mas apenas sombras daquilo que um dia foram, e para criar uma situação simples, pois na verdadeira batalha não há reflexões, nem sequer pensamentos existencialistas como este, apenas a simplicidade de sombras seguindo uma missão, tendo unicamente a certeza de saber quem são seus inimigos, e de saber que seus aliados não os trairão. Apenas isso.
Selah
Apesar de todos os horrores que se passam na guerra, é lá onde os homens encontram a simplicidade explícita no romantismo, pois lá pode-se ter a certeza de quem são seus inimigos, e quem são seus aliados. Digo isso pois na vida, não existem inimigos, ou amigos realmente, existem pessoas. Pessoas estas que não são boas, nem más, mas agem simplesmente em prol de seus interesses e sua sobrevivência na sociedade, indivíduos tão complexos que nem mesmo J.R.R Tolkien, Fiodor Dostoievski e Dan Brown juntos poderiam recriá-los de maneira completa, sempre faltaria algo.
Pois então quero dizer que só na guerra pode-se ter todas as complexidades humanas jogadas fora para formar figuras simples, não pessoas, mas apenas sombras daquilo que um dia foram, e para criar uma situação simples, pois na verdadeira batalha não há reflexões, nem sequer pensamentos existencialistas como este, apenas a simplicidade de sombras seguindo uma missão, tendo unicamente a certeza de saber quem são seus inimigos, e de saber que seus aliados não os trairão. Apenas isso.
Selah
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A verdade sobre a humanidade
Hoje meu professor me inspirou, mais que isso talvez.Um homem tentando desesperadamente passar uma mensagem, sabendo que o futuro está nas mãos daqueles que a recebem.
Ele disse a verdade: nós todos reclamamos do caminho desvirtuado que a humanidade tomou, mas quem realmente faz algo para mudá-la? Para que possamos recuperar, ao menos que um pouco, os valores que nos foram tirados?
Realmente é fácil e reconfortável pensar numa sociedade de igualdade, mas será que nós apenas mantemos-na no pensamento pois a descordia dos outros é o maior prazer humano?
Eu refleti sobre isso e eu mesmo não quis acreditar em minhas suposições, mas é a verdade que ninguém quer ouvir: Tornamo-nos, ao longo dos anos, vermes sangue-sugas que se alimentam da desgraça do próximo, incapazes de sentir um único sentimento humano, apenas vestindo uma fantasia de amor e compaixão quando nos é conveniente."Será mesmo que é verdade?" ainda pergunto-me atordoado.Lembro de cada momento em que senti amor e compaixão, e penso que esses "sentimentos" surgem apenas por conveniência, como em psicopatas.
Nenhum de nós tentam mudar a sociedade, pois é "divertido" ver outros em situações inumanas, sentimo-nos superiores, e porque acabar com a sensação de importância que poucas vezes podemos ter nessa vida insignificante?. É doentio mas é a verdade, já dizia Renato Russo: "Tá tudo morto e enterrado", inclusive nossa "humanidade", por assim dizer.
Selah.
Ele disse a verdade: nós todos reclamamos do caminho desvirtuado que a humanidade tomou, mas quem realmente faz algo para mudá-la? Para que possamos recuperar, ao menos que um pouco, os valores que nos foram tirados?
Realmente é fácil e reconfortável pensar numa sociedade de igualdade, mas será que nós apenas mantemos-na no pensamento pois a descordia dos outros é o maior prazer humano?
Eu refleti sobre isso e eu mesmo não quis acreditar em minhas suposições, mas é a verdade que ninguém quer ouvir: Tornamo-nos, ao longo dos anos, vermes sangue-sugas que se alimentam da desgraça do próximo, incapazes de sentir um único sentimento humano, apenas vestindo uma fantasia de amor e compaixão quando nos é conveniente."Será mesmo que é verdade?" ainda pergunto-me atordoado.Lembro de cada momento em que senti amor e compaixão, e penso que esses "sentimentos" surgem apenas por conveniência, como em psicopatas.
Nenhum de nós tentam mudar a sociedade, pois é "divertido" ver outros em situações inumanas, sentimo-nos superiores, e porque acabar com a sensação de importância que poucas vezes podemos ter nessa vida insignificante?. É doentio mas é a verdade, já dizia Renato Russo: "Tá tudo morto e enterrado", inclusive nossa "humanidade", por assim dizer.
Selah.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Sobre Deus
Eu estava pesquisando na internet sobre mecânica quantica, e lembrei da experiencia do gato de Schrodinger(veja na wikipédia) e pensei na existencia de Deus e segui um raciocinio:
Basicamente, na mecânica quântica quando um fenômeno não foi medido ou observado, ele existe e não existe ao mesmo tempo,isso é claramente um paradoxo, o qual é resolvido pela proposição atual dos físicos da existência de diversos universos, ou seja caso um fenômeno seja observado neste universo, essa alteração força o multiverso, que seria um plano onde os infinitos universos se encontram, a criar outro universo onde tal fenomeno não acontece.Ou seja, podemos dizer que Deus existe sem estarmos errados, assim como podemos dizer que Deus não existe sem igualmente estarmos falando besteira, mas é possível raciocinar que caso Deus não exista neste universo, existe um outro universo(ou vários) onde Deus existe.
Podemos dizer então que talvez Deus não exista nesse universo, mas que Ele está presente em pelo menos um Universo entre os infinitos universos.
O que eu quero dizer é: Deus existe na complexidade do multiverso, mas também a conclusão que podemos tirar é de que Deus, por mais poderoso seja é simplesmente o resultado de um jogo de probabilidades atómicas, ou seja, ele depende da fé de cada um, pois o cérebro humano é mais poderoso do que aparenta.
Comentem, quero ver o ponto de vista de você leitor.
Basicamente, na mecânica quântica quando um fenômeno não foi medido ou observado, ele existe e não existe ao mesmo tempo,isso é claramente um paradoxo, o qual é resolvido pela proposição atual dos físicos da existência de diversos universos, ou seja caso um fenômeno seja observado neste universo, essa alteração força o multiverso, que seria um plano onde os infinitos universos se encontram, a criar outro universo onde tal fenomeno não acontece.Ou seja, podemos dizer que Deus existe sem estarmos errados, assim como podemos dizer que Deus não existe sem igualmente estarmos falando besteira, mas é possível raciocinar que caso Deus não exista neste universo, existe um outro universo(ou vários) onde Deus existe.
Podemos dizer então que talvez Deus não exista nesse universo, mas que Ele está presente em pelo menos um Universo entre os infinitos universos.
O que eu quero dizer é: Deus existe na complexidade do multiverso, mas também a conclusão que podemos tirar é de que Deus, por mais poderoso seja é simplesmente o resultado de um jogo de probabilidades atómicas, ou seja, ele depende da fé de cada um, pois o cérebro humano é mais poderoso do que aparenta.
Comentem, quero ver o ponto de vista de você leitor.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Citação
Uma vez ouvi de alguém:não importa quanto você ferre tudo, o mundo continua girando.Refletindo sobre isso, podemos perceber a insignificancia de nossos atos no mundo,de tal forma que pensamos:como podemos ser tão insignificantes e ainda assim preocuparmo-nos com o que os outros vão pensar de nossos atos e suas consequências?
Sim, talvez as convenções sociais de boas maneiras, moral e ética sejam fortes o bastante para prender cada um de nós a esses valores, mas em uma sociedade cada vez mais corrompida será que existe ainda lugar para tais valores, pois eu digo que sim.
É inegável que o ser humano é um ser brutal, mas é também um ser notável pela compaixão e por sua capacidade nada convencional de colocar-se no lugar de outros individuos, e até mesmo tomar as dores de outros individuos, pois é nesse momento que percebemos a beleza da insignificância, pois sem vontade ou motivação de dedicarmos apenas à nossa sobrevivência, zelamos pelos outros e pela integridade da sociedade que criamos, unicamente, talvez, para não focarmos na nossa insignificância e na nossa crueldade.
Pois então vos digo leitores:não importa o quanto eu escreva ou o quanto vocês leiam, o mundo continua girando...
Sim, talvez as convenções sociais de boas maneiras, moral e ética sejam fortes o bastante para prender cada um de nós a esses valores, mas em uma sociedade cada vez mais corrompida será que existe ainda lugar para tais valores, pois eu digo que sim.
É inegável que o ser humano é um ser brutal, mas é também um ser notável pela compaixão e por sua capacidade nada convencional de colocar-se no lugar de outros individuos, e até mesmo tomar as dores de outros individuos, pois é nesse momento que percebemos a beleza da insignificância, pois sem vontade ou motivação de dedicarmos apenas à nossa sobrevivência, zelamos pelos outros e pela integridade da sociedade que criamos, unicamente, talvez, para não focarmos na nossa insignificância e na nossa crueldade.
Pois então vos digo leitores:não importa o quanto eu escreva ou o quanto vocês leiam, o mundo continua girando...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Parem para Pensar
Você leitor alguma vez parou para pensar que somos apenas marionetes de nossas próprias mentes, incapazes de, se for a vontade de nossa mente, distinguir a realidade do imaginativo, incapazes de acordar para a verdadeira realidade, incapazes de sequer perceber nossa insignificancia nesse universo.
Talvez seja um mecanismo de proteção psicológico, talvez por isso muitas vezes agimos futilmente, apenas para evitar que as respostas às nossas perguntas cheguem a nós, apenas porque essas respostas não são como nós gostaríamos que fossem, talvez porque não há razão para estarmos aqui, talvez porque tais respostas não existam pois tudo isso foi criado ao acaso, não importam nossas crenças nem nossos questionamentos.
Nada disso importa a não ser aproveitar o presente que o acaso nos deu de sequer podermos pensar em tais coisas.Bem, talvez seja melhor assim, divagando enquanto pudermos até que nossas vidas sejam sugadas pelo vácuo...
Talvez seja um mecanismo de proteção psicológico, talvez por isso muitas vezes agimos futilmente, apenas para evitar que as respostas às nossas perguntas cheguem a nós, apenas porque essas respostas não são como nós gostaríamos que fossem, talvez porque não há razão para estarmos aqui, talvez porque tais respostas não existam pois tudo isso foi criado ao acaso, não importam nossas crenças nem nossos questionamentos.
Nada disso importa a não ser aproveitar o presente que o acaso nos deu de sequer podermos pensar em tais coisas.Bem, talvez seja melhor assim, divagando enquanto pudermos até que nossas vidas sejam sugadas pelo vácuo...
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