segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Guerra

Estava pensando sobre a simplicidade do romantismo,o simples pensamento de que as pessoas são totalmente boas ou totalmente más. E cheguei pelo raciocínio à guerra, que embora cruel e sangrenta( nada mais do que uma simples recriação da vida), ela me parece extremamente reconfortante.
Apesar de todos os horrores que se passam na guerra, é lá onde os homens encontram a simplicidade explícita no romantismo, pois lá pode-se ter a certeza de quem são seus inimigos, e quem são seus aliados. Digo isso pois na vida, não existem inimigos, ou amigos realmente, existem pessoas. Pessoas estas que não são boas, nem más, mas agem simplesmente em prol de seus interesses e sua sobrevivência na sociedade, indivíduos tão complexos que nem mesmo J.R.R Tolkien, Fiodor Dostoievski e Dan Brown juntos poderiam recriá-los de maneira completa, sempre faltaria algo.
Pois então quero dizer que só na guerra pode-se ter todas as complexidades humanas jogadas fora para formar figuras simples, não pessoas, mas apenas sombras daquilo que um dia foram, e para criar uma situação simples, pois na verdadeira batalha não há reflexões, nem sequer pensamentos existencialistas como este, apenas a simplicidade de sombras seguindo uma missão, tendo unicamente a certeza de saber quem são seus inimigos, e de saber que seus aliados não os trairão. Apenas isso.
Selah

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